Despedida no Cais

Eu sinto, é verdade
Mas não consigo falar
Me perco no silêncio
De uma alma surda
De um coração que não escuta
A dor e o prazer de te amar

No fundo escuro do mar
Eu afogo o desejo
Eu apago a chama
Que me acende
E não me pertence mais
Saudade e despedida no cais

Futuro e passado misturados
Encontros e desencontros
Um sonho distante que se vai
Um passado que nunca foi
Um futuro que nunca será
Um amor que partirá

Eu permaneço perdido
Em me faço em lágrimas
Eu sei que não tem sentido
Mas ainda olho no horizonte
Ainda grito por seu nome
E, no frio da noite, ainda sonho com você

Daniel Moraes Bittar
©11/09/2015

D. M. Bittar

Nascido em 11/08/1980 em Brasília. Morou a vida toda na cidade. Se formou em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Brasília e atualmente trabalha na área. Formou-se teatro na Companhia da Ilusão. Ama as artes cênicas e possui a leitura, a escrita e o teatro como principais hobbies.

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