A Garota no Trem, de Paula Hawkins

A Garota no Trem, de Paula Hawkins

Todos os dias indo e voltando de Ashbury a Londres dentro do trem, fingindo ir ao seu trabalho, Rachel observa o caminho e as paisagens. Em uma, em especial, que fica bem no lugar onde o trem faz uma parada no sinal moram Megan e Scott Hipwell. Em outra causa um pouco mais adiante vivem o seu ex-marido, Tom, com a nova esposa, Anne, e a filha, Evie, na casa em que antes ele divida com ela. Em cada viagem Destruída, alcoólatra e sem emprego, a cada dia Rachel vive a fantasia do amor perfeito entre Megan e Scott, a quem ela chama respectivamente de Jess e Jason, antes de conhecer seus verdadeiros nomes.

Um dia Rachel observa Megan traindo seu marido. Tomada de raiva pelas dores já vivenciadas quando foi traída por Tom com sua nova esposa, ela decide ir tirar satisfação. Mas em seu estado, totalmente alcolizada, ela acorda no dia seguinte sem se lembrar de nada do que aconteceu na noite anterior, sem saber o que fez e, para piorar, descobre que Megan desapareceu e a polícia investiga o caso.

Sendo considerada uma testemunha não confiável cujo depoimento não é levado a sério pela polícia, Rachel decide iniciar uma investigação por conta própria. Assim, ela vai se inserindo na vida dos envolvidos e pondo-se em risco ao mesmo tempo em que luta contra o alcoolismo e lida com as brigas entre ela o seu ex, o que irra bastante Anna.

Narrado em primeira pessoa – sob os pontos de vida de Rachel, Anna e Megan – a história se desenvolve, misturando narrativas do passado com o momento presente até que eles se encontrem no desfecho da história. O livro tem um início tranquilo, mas acaba se tornando um tanto confuso durante o desenvolvimento, com todas as idas e vindas do passado ao presente e vice-versa. No fim, contudo, o enredo se acerta e possui um desenrolar nervoso mesclado com um bom suspense. Pena que não há mistério. Se você já tem o costume de ler livros investigativos e policiais, com tão poucos personagens envolvidos, já pela metade do livro é possível saber o que aconteceu com Megan e quem foi o autor do problema. Contudo, o livro continua valendo a leitura e serve de bom entretenimento aos amantes do gênero.

D. M. Bittar

Nascido em 11/08/1980 em Brasília. Morou a vida toda na cidade. Se formou em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Brasília e atualmente trabalha na área. Formou-se teatro na Companhia da Ilusão. Ama as artes cênicas e possui a leitura, a escrita e o teatro como principais hobbies.

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