Monstro

Pessoa, cada pessoa, que pessoa
Que mata e pela morte é temido
Na aurora da sua vida corrompido
Tortura com terror que atordoa.

Em aglomerados se amontoa
Por bandos desalmados perseguido
Nem ao menos sabe que tem morrido
A cada instante que o grito soa.

Esperança agora é coisa morta
Monstro de imensa fealdade
Esculpido em idéias tortas.

A nenhum amigo teve lealdade
Para ele se fecha toda porta
Desacreditado por sua maldade.

Daniel Moraes Bittar
©03/03/2015

D. M. Bittar

Nascido em 11/08/1980 em Brasília. Morou a vida toda na cidade. Se formou em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Brasília e atualmente trabalha na área. Formou-se teatro na Companhia da Ilusão. Ama as artes cênicas e possui a leitura, a escrita e o teatro como principais hobbies.

2 Comentários

  1. elisete setembro 03 às 08:44

    Linda poesia! Admiro vc e toda sensibilidade q demonstra qdo escreve e pelas suas escolhas.

    Responder

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