O Canto da Gula

Quando se separa o homem da virtude
E se entrega feroz a vis desejos
Perde-se em meio a tantos cortejos
Do prazer animal e da ilicitude

Quando cede o homem ao canto da gula
Entregando-se ao prazer e ao erotismo
Perde-se em meio a torpe egoísmo
E, ao seu coração puro, macula

Caído, então, o homem erra
Pelos cantos escuros deste mundo
Em um grande buraco se enterra

À imagem de um doente moribundo
Sua vida é uma farsa e uma guerra
Faz de si mesmo impuro e imundo

Daniel Moraes Bittar
©11/09/2015

D. M. Bittar

Nascido em 11/08/1980 em Brasília. Morou a vida toda na cidade. Se formou em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Brasília e atualmente trabalha na área. Formou-se teatro na Companhia da Ilusão. Ama as artes cênicas e possui a leitura, a escrita e o teatro como principais hobbies.

0 Comentários

Nenhum Comentário Ainda!

Você pode ser o primeiro a comentar esta publicação!

Deixar uma Resposta