O Canto do Tempo

Em um passado distante
O desespero de palavras perdidas
Entre os passos, um errante
E nas bocas, vozes contidas

Não mede, o coração, sua dor
Nem precisa o que tem sofrido
Faz infinito um segundo de torpor
Passam-se horas sem sentido

Canta o relógio o passar do tempo
Cobre com véu o passado passado
Faz do tempo um contratempo

E esquece pelo que tem zelado
Torna a vida passatempo
E acaba por ela devorado

Daniel Moraes Bittar
©11/09/2015

D. M. Bittar

Nascido em 11/08/1980 em Brasília. Morou a vida toda na cidade. Se formou em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Brasília e atualmente trabalha na área. Formou-se teatro na Companhia da Ilusão. Ama as artes cênicas e possui a leitura, a escrita e o teatro como principais hobbies.

0 Comentários

Nenhum Comentário Ainda!

Você pode ser o primeiro a comentar esta publicação!

Deixar uma Resposta