O Vento que Sopra ao Mar

Sentado em um canto escuro
Ouço o vento que sopra
Ao longe, no infinito do mar
A dor que vem se aconchegar

E o coração bate estilhaçado
Carregando em seu ventre
O peso amargo da saudade
Não sabe mais amar de verdade

É como uma criança perdida
Não conhece a razão do choro
Mas chora ao infinito mar
A dor que vem de não amar

E ele em seu verde cativo
Recolhe as lágrimas derramadas
O sal do coração quebrado
Daquele que não é mais amado

E quando se apaga a luz da vida
Eu sento em um canto escuro
E ouço o vento que sopra ao mar
Que minhas lágrimas há de enxugar

Daniel Moraes Bittar
©11/09/2015

D. M. Bittar

Nascido em 11/08/1980 em Brasília. Morou a vida toda na cidade. Se formou em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Brasília e atualmente trabalha na área. Formou-se teatro na Companhia da Ilusão. Ama as artes cênicas e possui a leitura, a escrita e o teatro como principais hobbies.

2 Comentários

  1. Lo novembro 15 às 17:00

    Que belo Dan, mas triste :( Espero que vc não tenha motivos para se sentir inspirado.

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    • D. M. Bittar novembro 15 às 23:33

      rsrsrs Eu posso me inspirar também com as dores alheiras. ;) E muito obrigado pela visita.

      Responder

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