Quando os Sinos Batem

Os sinos batem.
Chegou a hora.
— Por que chegou tão depressa?
Não importa!
Convida-me a partir sem demora.

Os sinos batem.
Não há tempo para lamento.
— É tudo tão confuso…
O som ressoa em minh’alma.
Devo ir nesse momento.

Os sinos batem.
O relógio para.
— Por que ele não avança mais?
Acabou o tempo!
O coração dispara.

Os sinos batem.
Termina a vida.
— Deixa-me ficar com quem me é caro?
Não! Ande em frente…
É chegada a hora da partida.

Daniel Moraes Bittar
©11/09/2015

D. M. Bittar

Nascido em 11/08/1980 em Brasília. Morou a vida toda na cidade. Se formou em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Brasília e atualmente trabalha na área. Formou-se teatro na Companhia da Ilusão. Ama as artes cênicas e possui a leitura, a escrita e o teatro como principais hobbies.

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